Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de agosto de 2022 · 2 min de leitura ·

Dizem que o Universo vai morrer um dia… mas, há quem defenda que ele é eterno

Dizem que o Universo vai morrer um dia… mas, há quem defenda que ele é eterno

Da menor das bactérias à maior de todas as galáxias, nada nem ninguém está livre da morte. Como diz a sabedoria popular: ela é a única certeza da vida. Sendo assim, até mesmo o próprio Universo terá seu fim, quando a última luz piscar e só sobrarem os pedaços frios e densos de cadáveres de estrelas.

Pelo menos, é assim que preveem os modelos cosmológicos atuais. Mas, e se eles estiverem errados? E se o Universo não morrer, e, em vez disso, entrar em colapso, reinflar, e entrar em colapso de novo, em circuitos repetitivos, como um pulmão cósmico gigante?

Essa não é uma teoria amplamente aceita, mas para alguns cosmólogos, nosso Universo poderia ser apenas um em uma longa série de nascimentos, mortes e renascimentos, sem começo ou fim. Ou seja, não teria havido um Big Bang (Grande Explosão), mas um Big Bounce (Grande Salto), que se repetirá ao longo de bilhões, trilhões ou quadrilhões de anos.

Em um estudo publicado recentemente no Journal of Cosmology and Astroparticle Physics, cientistas mostraram que a última revisão da hipótese Big Bounce – que havia resolvido problemas significativos de demonstrações anteriores – ainda apresenta limitações muito grandes.

“As pessoas propuseram ‘universos saltitantes’ para tornar o Universo infinito no passado, mas o que mostramos é que um dos mais novos tipos desses modelos não funciona”, disse o físico Will Kinney, da Universidade de Buffalo, principal autor do estudo. “Nesse novo tipo de modelo, que aborda problemas com entropia, mesmo que o Universo tenha ciclos, ele ainda tem que ter um começo”.

Atualmente, o modelo mais aceito do nosso Universo o vê emergir de um ponto de origem chamado singularidade. Cerca de 13,8 bilhões de anos atrás, o Universo como conhecemos começou a se expandir, por alguma razão. 

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