Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Fusões violentas podem ajudar a entender como as galáxias param de produzir estrelas

Fusões violentas podem ajudar a entender como as galáxias param de produzir estrelas

Um estudo publicado recentemente no The Astrophysical Journal Letters relata uma descoberta com potencial para desvendar o mistério em torno da “morte” das galáxias (quando elas param de produzir estrelas).

Isso graças a observações de uma violenta fusão galáctica que ocorreu bilhões de anos atrás. As características incomuns do resultado dessa antiga colisão podem indicar que esses eventos cataclísmicos ejetam o gás frio responsável pela formação estelar, em um processo que acaba por aniquilar a galáxia.

Os cientistas propuseram possíveis razões para o fenômeno, entre elas, que buracos negros supermassivos ou supernovas “explodem” calor no gás para que ele não possa mais se agrupar, ou que as galáxias simplesmente se despressurizam em materiais formadores de estrelas.

“Uma das maiores questões da astronomia é por que as maiores galáxias estão mortas”, disse David Setton, doutorando em astronomia na Universidade de Pittsburgh, nos EUA, e coautor da nova pesquisa, em comunicado. Setton fez parte de uma equipe multi-institucional que examinou a galáxia, e seu papel foi estudar o tamanho e a forma.

“O que vimos é que se você pegar duas galáxias e esmagá-las juntas, isso pode realmente arrancar gás da galáxia resultante”, disse Setton.

A Via Láctea e outras galáxias próximas começaram a diminuir sua produção de estrelas há muito tempo. Isso significa que, para descobrir o que está fazendo com que elas “morram”, os astrônomos precisam olhar mais para trás no tempo (e mais distante no espaço), para detectar galáxias que só recentemente pararam de formar estrelas.

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