
Um morador do Japão capturou o momento em que uma longa linha de satélites Starlink, da SpaceX, se formou nos céus do país. O curador do Museu da Cidade de Hiratsuka, Daichi Fujii, é o responsável pelo registro, que atraiu a atenção de centenas de pessoas no Twitter. Em seu vídeo é possível visualizar vários pontos brancos, em linha, no que seria um passeio pelo céu noturno.
Os satélites Starlink, criados pela SpaceX, fazem parte de uma rede de transmissão de internet para os usuários de seu serviço. Segundo o próprio Fujii, autor do vídeo, esse grupo de satélites havia sido lançado mais cedo naquele dia, durante a 40ª missão da SpaceX em 2022 até agora.
Em entrevista à Newsweek, Fujii conta que essa não foi a primeira vez que viu um satélite da Starlink passar por cima de sua residência. Em novembro de 2019, ele chegou a publicar um vídeo dos satélites, mas manteve a câmera em uma posição fixa. Desta vez, ele decidiu gravar o vídeo com uma câmera digital de alta sensibilidade e acompanhar o movimento dos objetos no céu, com um tripé. Confira o vídeo abaixo:
今朝は、打ち上げられたばかりのスターリンク衛星(Starlink Group 4-20)が見えました!2022年9月6日4時15分に平塚の自宅から撮影した様子です。11日にも打ち上げがあり、相乗りするASTのBlueWalker 3は、スマホが直接通信するための直径10mのアンテナを搭載しています。明るく見えるかもしれません。 pic.twitter.com/iF6OYQVY82
Essa situação passou a ser frequente e comum logo em 2019, quando a SpaceX lançou o primeiro lote de satélites da Starlink. Naquela ocasião, foram colocados de uma só vez 60 pequenos satélites em órbita. Segundo o site do astrônomo de Harvard Jonathan, McDowell, até o dia 8 de setembro de 2022, a Starlink já lançou 3.259 satélites Starlink. Porém, apenas 2.991 satélites estão efetivamente em órbita. Os outros sofreram intercorrência no percurso e não conseguiram se fixar na órbita baixa da Terra.
Astrônomos e observadores do céu ficaram preocupados com o grande número de satélites lançados, pois temiam que isso afetasse a visibilidade de suas observações. Para mitigar esse tipo de situação, a SpaceX mudou os materiais do lado de fora dos satélites para refletir a luz solar em diferentes ângulos, e desenvolver viseiras solares que ajudam a impedir que a luz solar atinja os satélites em primeiro lugar.
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