Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Radiação nuclear da Segunda Guerra encontrada em escola infantil nos EUA

Radiação nuclear da Segunda Guerra encontrada em escola infantil nos EUA

Níveis “inaceitáveis” de contaminação radioativa foram encontrados em uma escola primária na cidade de Saint Louis, no estado do Missouri (EUA), segundo um relatório de Cientistas da Boston Chemical Data Corporation. Tudo indica que essa contaminação remonta o período do Projeto Manhattan, quando os Estados Unidos estavam desenvolvendo armas nucleares durante a Segunda Guerra Mundial. Nessa ocasião, o país criou boa parte de seu arsenal atômico.

A escola afetada pelos elementos radioativos faz fronteira com o Riacho Coldwater, amplamente conhecido pelos altos níveis de resíduos radioativos. O autor do relatório, Marco Kaltofen, declarou à CNN que esses resíduos são oriundos do distrito de engenharia que abrigava o Projeto Manhattan.

De acordo com Kaltofen, “muitas propriedades nessa área são testadas com alguma regularidade, […] quando [o rio] Coldwater Creek inunda suas margens, parte desse material radioativo é depositado em terras vizinhas, como a escola.”

O relatório aponta para uma contaminação radioativa de altos níveis de tório-230. Esse elemento “emite radiação alfa altamente prejudicial”. Além disso, outros isótopos radioativos, como o chumbo-210, foram encontrados até 22 vezes mais altos do que a radiação de fundo esperada. O documento classifica esses níveis como “inaceitáveis”.

Cabe destacar que o envenenamento por chumbo é extremamente perigoso para os seres humanos, especialmente para as crianças. Esse elemento pode afetar severamente o desenvolvimento de uma criança. A radiação também traz sérios prejuízos para a saúde, diversas entidades vinculadas ao tratamento e pesquisa sobre câncer alertaram para a influência de altos níveis de radiação no desenvolvimento do câncer.

Mesmo antes da publicação do relatório, em dezembro, os moradores de Saint Louis expressaram frustração com o adiamento, para 2018, da data de conclusão do projeto de limpeza do rio conduzido pelo Corpo de Engenheiros do Exército.

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