Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Projeto que estuda envelhecimento de cachorros pode perder financiamento

Projeto que estuda envelhecimento de cachorros pode perder financiamento

Um projeto chamado Dog Aging Project estuda mais de 47 mil cachorros desde 2019 e quer descobrir mais sobre a saúde do melhor amigo do homem. Para além de coletar informações sobre propensões a doenças e hábitos de vida, os cientistas também realizam testes para droga que, supostamente, pode aumentar a longevidade dos pets.

Agora, depois de quase cinco anos, o projeto corre o risco de não ter o financiamento prolongado e deixar de lado descobertas que podem melhorar a qualidade de vida dos cães.

O Dog Aging Project surgiu em 2019 e, no final do ano, começou a procurar por dez mil estadunidenses dispostos a inscrever seus cães em estudo sobre saúde e longevidade. Atualmente, já são mais de 47 mil pets participando.

A intenção é monitorar os cachorros ao longo da vida e coletar informações detalhadas sobre seus corpos, estilos de vida e ambientes domésticos. E, a partir daí, usar esses dados para identificar fatores biológicos e como isso impacta na qualidade de vida e de envelhecimento deles.

De acordo com o The New York Times, o projeto nasceu por dois motivos: o primeiro é que as pessoas dariam tudo para ficar mais anos com seus melhores amigos caninos. O segundo é que os cães são modelos úteis para o estudo de envelhecimento humano.

Isso porque eles estão propensos a algumas doenças semelhantes, como câncer e demência, e estão expostos a estressores parecidos, como poluição do ar e sonora. No entanto, por terem expectativa de vida menor, a pesquisa dá resultado mais rapidamente.

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