Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Descoberta inédita com titânio aproxima cientistas de criar elemento 120 da tabela periódica

Descoberta inédita com titânio aproxima cientistas de criar elemento 120 da tabela periódica

Geralmente, cientistas usam um feixe de cálcio para sintetizar novos elementos e expandir a tão conhecida tabela periódica. Porém, recentemente, um grupo de pesquisadores do Berkeley Lab fez um avanço na física nuclear que nos aproxima de criar o esperado elemento 120: substituir o feixe de cálcio por um de titânio.

Com essa modificação, os cientistas conseguiram produzir átomos do elemento 116, conhecido como Livermório. Segundo New Atlas, o projeto liderado por Reiner Kruecken permite a criação de elementos superpesados raros, além de viabilizar a descoberta do elemento 120.

A tabela periódica organiza os elementos com base em seu número atômico (ou o número de prótons que cada elemento tem em seu núcleo). Enquanto os primeiros 94 elementos no gráfico são todos encontrados na natureza, qualquer um mais pesado do que isso foi criado apenas em laboratório pela fusão de elementos existentes.

Por exemplo, para criar os elementos superpesados 112 a 118, cientistas dispararam um feixe de cálcio em um elemento. No caso do elemento 118 (Oganesson), eles dispararam um feixe de cálcio (com 20 prótons) em um alvo feito de Califórnio (com 98 prótons) – que é o último elemento estável e mais pesado da tabela que pode ser usado como alvo.

Então, para avançar, ao invés de mudar o alvo, os pesquisadores experimentaram mudar o feixe. Segundo o artigo publicado no Physical Review Letters, o método empregado pelos pesquisadores envolve o uso de titânio-50, um isótopo raro que compõe cerca de 5% do titânio natural na Terra.

Este isótopo é aquecido a quase 3.000 °F, transformando-o em plasma, que então é manipulado em um feixe e disparado contra um alvo de plutônio para produzir Livermório.

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