Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Bebê mamute de 50 mil anos pode ser o fóssil da espécie mais bem preservado do mundo, relatam cientistas russos

Bebê mamute de 50 mil anos pode ser o fóssil da espécie mais bem preservado do mundo, relatam cientistas russos

Recentemente, cientistas russos revelaram uma grande descoberta para a ciência moderna: os restos bem preservados de um mamute de 50 mil anos. A carcaça foi encontrada em Yakutia, região siberiana na Rússia, e pode ser “o fóssil de mamute mais bem preservado do mundo”, relatam os estudiosos. Trata-se de uma fêmea, apelidada de Yana, e foi descoberta por cidadãos locais em uma cratera de permafrost.

Foi revelado que o bebê tinha em torno de um ano de vida quando faleceu e pesava cerca de 180 kg. Segundo a TASS, uma agência russa de notícias, a análise científica da peça estimou que a idade do fóssil encontrado é de 50 mil anos. Confira mais informações a seguir.

Yakutia é uma região siberiana localizada no Extremo Oriente da Rússia, onde o clima é muito frio. Quando parte do solo considerado permanentemente congelado (permafrost) sofre degelo, ele pode expor crateras. Dentro de uma delas, havia o fóssil de um bebê mamute que foi encontrado por moradores locais. Essa carcaça, em seguida, foi levada por autoridades competentes para ser estudada e analisada.

A carcaça foi examinada pelo laboratório do Museu dos Mamutes da Universidade Federal do Nordeste. O chefe deste laboratório, Maksim Cheprasov, contou à TASS, agência russa de notícias, que o achado pode ser “o fóssil de mamute mais bem preservado do mundo”.

As primeiras análises da carcaça do mamute revelaram detalhes cruciais: o bebê é uma fêmea que morreu por volta de 50 mil anos atrás quando tinha cerca de um ano de vida e pesava 180 kg, com 120 cm de altura e 200 cm de comprimento. Apenas outras seis descobertas parecidas foram divulgadas, sendo cinco na Rússia e uma no Canadá.

Yana, como foi apelidada pelos pesquisadores, foi encontrada na maior cratera de permafrost do mundo: Batagaika, a qual vem se expandindo desde 1960 e já revelou outros achados pré-históricos. Os moradores que a acharam “estavam no lugar certo e na hora certa”, comentou Cherpasov. “Eles viram que o mamute havia descongelado quase completamente e decidiram construir uma maca improvisada para içá-lo até a superfície”.

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