Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de janeiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Estrelas podem estar sob ameaça de buracos negros; entenda

Estrelas podem estar sob ameaça de buracos negros; entenda

Uma pesquisa inovadora conduzida pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST, na sigla em inglês) trouxe evidências de que buracos negros supermassivos podem desempenhar papel crucial na redução da formação de estrelas em galáxias em processo de amadurecimento.

O estudo, liderado por cientistas da Universidade de Waseda (Japão) e publicado na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society em 18 de dezembro, analisou galáxias no protoaglomerado conhecido como Teia de Aranha, um dos aglomerados de galáxias mais bem estudados, localizado a aproximadamente 11 bilhões de anos-luz da Terra.

O protoaglomerado Teia de Aranha é considerado verdadeiro “laboratório cósmico” para investigar a relação entre buracos negros e a formação estelar.

“Conseguimos obter mapas de alta resolução das linhas de recombinação de hidrogênio, que indicam a atividade de formação de estrelas“, explica Rhythm Shimakawa, professor associado de astronomia e autor principal do estudo, ao Space.com.

As observações revelaram que galáxias com buracos negros supermassivos ativos apresentam taxas significativamente menores de formação de estrelas em comparação com aquelas sem essas estruturas.

A equipe usou dados complementares do Observatório de Raios-x Chandra para comparar as emissões de raios-x provenientes de buracos negros com as taxas de formação de estrelas. Os resultados foram claros: galáxias com buracos negros mais ativos mostraram as menores taxas de formação estelar.

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