
Após novas simulações, pesquisadores acreditam que planetas gasosos gigantes, como Júpiter, podem muitas vezes colidirem e se fundirem. Esse processo resulta em astros gasosos ainda maiores, colossos nomeados de “super-Jupíteres”.
No grande esquema do Universo, é incomum que um planeta como o nosso Júpiter seja o maior a orbitar o Sol. Diversos outros sistemas estelares possuem astros enormes, cerca de cinco vezes mais massivos do que o maior gigante gasoso do Sistema Solar. Alguns desses colossos galáticos estão nos limites do que pode ser considerado planeta para a ciência.
Um estudo recente da Flatiron Institute simulou como esses corpos celestes enormes poderiam se formar. A questão central para a astrônoma Jiayin Dong, líder da equipe de pesquisa, era se esses planetas teriam se desenvolvido sozinhos ou dependeriam de outros corpos celestes.
As suposições eram se esses astros teriam surgido a partir de aglomerados robustos de gás e poeira, vindos da nuvem de material que orbita normalmente uma estrela recém-formada, ou se começaram pequenos e ficaram imensos ao se fundirem com outros gigantes gasosos.
Ao rodarem os modelos de computador, a equipe testou as duas hipóteses. Quando simularam o que aconteceria se os astros crescessem sozinhos, acumulando poeira e gás, os resultados trouxeram uma mistura de gigantes gasosos com vários tipos de órbitas: redondas, extremamente ovais e outras.
Porém, quando rodaram uma modelagem em que os gigantes se formaram por acumulações, as órbitas surpreenderam. Ao formarem-se por uma série de planetas menores, os super-Jupíteres apresentaram órbitas muito “excêntricas”, forma como os cientistas nomearam as trajetórias de forma mais oval e longa.
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