Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Buraco negro supermassivo pode se chocar com a Via Láctea

Buraco negro supermassivo pode se chocar com a Via Láctea

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, astrônomos identificaram estrelas em alta velocidade na Via Láctea que parecem ter vindo da Grande Nuvem de Magalhães (LMC). A descoberta sugere a existência de um buraco negro supermassivo escondido nessa galáxia satélite da nossa, cuja força gravitacional pode estar lançando essas estrelas para fora. 

Isso leva a um ponto importante: se as previsões astronômicas indicam que a LMC um dia vai se fundir com a Via Láctea, significa que o buraco negro também está destinado a colidir com o nosso lar cósmico.

Liderada pelo astrofísico Jiwon Jesse Han, do Centro de Astrofísica Harvard & Smithsonian (CfA), nos EUA, a pesquisa foi submetida ao periódico The Astrophysical Journal e está disponível no servidor de pré-impressão online arXiv.

O que chama a atenção dos cientistas é a massa intermediária do monstro cósmico hipotético, abaixo de um milhão de vezes a massa do Sol. Se confirmado, esse achado pode ajudar a entender como buracos negros pequenos crescem até se tornarem gigantes com bilhões de massas solares.

Buracos negros são extremamente difíceis de detectar, pois não emitem luz diretamente. Só conseguimos identificá-los quando eles interagem com matéria ao redor, criando um brilho intenso. Sem essa emissão, os cientistas precisam recorrer a métodos indiretos, como estudar o movimento de estrelas próximas.

Esse foi o caminho seguido para encontrar o buraco negro na LMC. Em vez de procurar órbitas alteradas por sua influência gravitacional, os astrônomos analisaram estrelas chamadas hipervelozes. Essas estrelas viajam muito mais rápido que o normal, podendo até escapar de suas galáxias. Esse fenômeno pode ser causado pelo chamado mecanismo de Hills.

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