
O Brasil aposta nos biocombustíveis como forma de limitar o uso de combustíveis fósseis e combater as mudanças climáticas. No entanto, esta produção não é simples e esbarra em alguns obstáculos importantes.
Problemas que podem ser superados a partir da descoberta de uma nova enzima. Segundo pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Materiais e Energias (CNPEM), em parceria com cientistas da Universidade de São Paulo (USP), ela é capaz de aumentar a produtividade.
A enzima foi apelidada de CelOCE, uma sigla para a expressão em inglês Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme (em português, “enzima de clivagem oxidativa da celulose”). Uma clivagem oxidativa é a reação química que quebra uma ligação entre carbonos, substituindo-a por uma ligação com oxigênio.
Essa nova enzima dá o pontapé do processo de quebra da celulose, perturbando a estabilidade da estrutura cristalina da parede celular e abrindo a porta para que as enzimas tradicionais façam a maior parte do trabalho de desconstrução da fibra. Ela pode tornar estes processos até duas vezes mais eficientes.
A CelOCE é classifica como uma metaloenzima, porque tem em sua composição um metal: o cobre. Gerada a partir da ação da bactéria Candidatus Telluricellulosumbraziliensis, ela também pode ser usada na produção de papéis, tecidos e outros materiais feitos com biomassa.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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