
Os últimos dois anos foram marcados por temperaturas recordes e a projeção é que 2025 supere eles em termos de calor. Este está longe de ser um fenômeno inesperado, especialmente em função do El Niño, mas os cientistas afirmam que isso por si só não explica o atual cenário.
A quantidade de calor que o planeta está absorvendo supera o total liberado e esse desequilíbrio energético impulsiona o aquecimento global. Mas talvez haja uma resposta para isso: o declínio na cobertura de nuvens.
As informações são do jornal The Washington Post, que ouviu especialistas de dois estudos recentes.
Helge Goessling, físico climático do Instituto Alfred Wegener na Alemanha e autor de um estudo publicado na revista Science.
George Tselioudis, cientista climático no Instituto Goddard de Estudos Espaciais da Nasa e autor principal do pré-estudo apresentado em uma conferência científica em dezembro.
Em um estudo recente, pesquisadores descobriram que a cobertura de nuvens de baixa altitude caiu drasticamente desde a década de 1970. Isso resulta na diminuição do albedo, fenômeno caracterizado pela capacidade das superfícies de refletir a radiação solar.
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