
Os recentes cortes orçamentários promovidos pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na NASA, ameaçam uma missão europeia: o rover Exo Mars, da Agência Espacial Europeia (ESA, da sigla em inglês).
Isso acontece, pois a agência espacial estadunidense estava acertada para fornecer certas tecnologias inexistentes da Europa e que são cruciais para o sucesso da missão.
A agência espacial estadunidense prometeu fornecer um lançador, um sistema de propulsão que desaceleraria o módulo de pouso na descida, e aquecedores de radioisótopos, para manter o rover aquecido na noite marciana.
E a Europa deverá mandar a missão por conta própria para Marte, pois, por enquanto, não há substitutos totalmente desenvolvidos para nenhuma das tecnologias que seriam fornecidas pela NASA, sendo que isso só deve acontecer após a janela de lançamento de 2028.
O Space.com tentou contato com a ESA, que não quis comentar o assunto, mas fontes próximas da agência espacial afirmaram ao portal que, apesar de haver capacidades técnicas para substituição dos elementos ausentes na Europa, o “relógio de lançamento está correndo”, sendo provável um atraso para o lançamento até 2030.
Isso pode acabar gerando complicações adicionais, já que partes da missão poderão ter que mudar, já que o alinhamento entre Terra e o planeta vermelho, que ocorre a cada dois anos, nem sempre ocorre à mesma distância.
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