
Não está nada fácil a vida para nós, terráqueos. Isto porque um estudo da Universidade de Tecnologia de Sydney (UTS), na Austrália, revelou que a poeira lunar é menos tóxica que a poluição das cidades.
Após o Programa Apollo, conjunto de missões espaciais da NASA que levou os primeiros humanos à Lua em 1969, cresceu a preocupação de estudiosos sobre a poeira lunar, uma vez que ela causou problemas respiratórios nos tripulantes.
Décadas depois, o Programa Artemis prevê uma série de expedições à Lua até 2030 com o intuito de realizar pesquisas científicas, bem como estabelecer uma presença lunar sustentável para exploração e descoberta. Por isso, esse estudo da UTS sobre poeira lunar se mostra relevante acerca dos impactos das missões na vida e saúde dos astronautas.
Para realizar o estudo, não foi preciso ir até a Lua, os pesquisadores colocaram células pulmonares humanas, mais especificamente da parte dos brônquios e alvéolos pulmonares, em dois novos simuladores de poeira lunar, o LMS-1 e o LHS-1. Esses simuladores replicam de maneira precisa a poeira lunar de duas regiões do satélite natural, mares e terras altas.
Como objeto de contraposição, os pesquisadores analisaram também partículas de poeira coletadas em uma via urbana muito movimentada em Sidney, cidade metrópole com cerca de 5 milhões de habitantes.
Para descobrir por que a poeira lunar é menos tóxica que a poluição das cidades, as análises focaram em partículas minúsculas de poeira, menores que 2,5 micrômetros, capazes de transitar facilmente pelas vias aéreas e chegar aos pulmões.
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