
Um estudo recente publicado na revista Physics of Plasmas descobriu que os redemoinhos de poeira em Marte podem ser bem mais intensos do que se pensava. A equipe revelou que o movimento das partículas pode formar correntes elétricas e criar raios.
A preocupação é que a poeira eletrificada possa aderir aos equipamentos da NASA no Planeta Vermelho, como o rover Perseverance, e dificultar sua atuação.
Esse fenômeno é relativamente comum na superfície de Marte, já que ela é seca e empoeirada. E como o Planeta Vermelho tem menor gravidade e atmosfera rarefeita, os redemoinhos sobem muito mais alto do que estamos acostumados a ver, podendo chegar a três vezes o tamanho de um equivalente na Terra.
O novo estudo sugere que essas nuvens de poeira em movimento têm raios em seu interior.
Na Terra, os raios acontecem durante tempestades. Isso porque a água e o gelo no interior das nuvens se agitam violentamente e o atrito gera cargas elétricas. No entanto, a própria atmosfera terrestre não permite que essas cargas fluam, o que faz elas se acumularem. Quando elas estão tão tensas que não conseguem mais se manter inteiras, se rompem e atravessam as atmosferas, dando origem aos raios e relâmpagos.
O estudo sugere que algo semelhante acontece em Marte. Porém, em vez de se formarem nas nuvens com o atrito entre gelo e água, eles se formam dentro dos redemoinhos com o atrito da própria poeira.
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