
Uma imagem produzida em conjunto entre o Telescópio Espacial James Webb (JWST) e o Observatório de Raios X Chandra, ambos da NASA, revela novos detalhes sobre uma região impressionante do Universo: o Aglomerado Bala (1E 0657-56) – uma colisão violenta entre dois grupos enormes de galáxias.
Oferecendo uma visão sem precedentes do evento, que está a cerca de 3,9 bilhões de anos-luz da Terra, a nova imagem, feita com luz infravermelha (Webb) e raios X (Chandra), indica a localização e a massa da matéria escura presente.
A combinação de dados dos dois equipamentos fornece informações sobre o que acontece quando aglomerados se chocam. As galáxias continuam evoluindo, mas o gás quente entre elas fica preso no centro da colisão. Assim, as galáxias e a matéria escura pertencentes a cada subaglomerado ficam em lados opostos.
Representado em rosa na imagem composta, esse gás é visível graças ao Chandra, que detecta sua emissão de raios X. Já a matéria escura aparece em azul, embora não possa ser observada diretamente. Os astrônomos sabem que ela está lá por causa da gravidade que exerce sobre a luz de galáxias mais distantes. Esse fenômeno é chamado de lente gravitacional. O JWST conseguiu medir essa distorção com muito mais precisão do que os telescópios anteriores, o que permitiu criar um mapa mais detalhado da sua distribuição.
A equipe responsável pelo estudo, publicado na revista The Astrophysical Journal Letters, é liderada por Sangjun Cha, doutorando da Universidade Yonsei, na Coreia do Sul, e pelo astrônomo James Jee, professor tanto na instituição sul-coreana quanto na Universidade da Califórnia, em Davis, EUA.
Eles usaram o JWST para detectar o brilho fraco de bilhões de estrelas que foram expulsas de suas galáxias durante a colisão. Essas estrelas, chamadas de intra-aglomeradas, agora flutuam entre os dois subaglomerados. Sua luz ajudou a rastrear onde a matéria escura se concentra nesse cenário cósmico.
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