Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

Após onda de calor com El Niño, La Niña trará alívio

Após onda de calor com El Niño, La Niña trará alívio

Após uma temporada marcada por ondas de calor escaldantes e chuvas torrenciais em várias regiões do Brasil, a transição para La Niña traz a promessa de um alívio temporário. O fenômeno oposto ao El Niño está se formando nas águas do oceano Pacífico, indicando uma tendência de resfriamento que pode amenizar algumas das condições extremas vivenciadas recentemente.

No entanto, especialistas alertam em reportagem do g1 que os desafios persistem, especialmente em regiões já afetadas pela seca, como o Pantanal.

Marcelo Seluchi, coordenador geral do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), ressalta a importância de acompanhar de perto essa transição incomum entre os fenômenos climáticos. Ele destaca que, embora o El Niño tenha provocado um superaquecimento global, com 2023 sendo o ano mais quente da história registrada, é necessário aguardar para avaliar o impacto do La Niña em 2024.

As previsões iniciais indicam que, a partir de junho, o La Niña causará chuvas acima da média em partes da região Norte, Minas Gerais e Bahia, enquanto no Sul, onde as enchentes foram recordes devido ao El Niño, as chuvas devem ficar abaixo da média.

Tércio Ambrizzi, pesquisador do Instituto de Energia e Ambiente (IEE) da Universidade de São Paulo (USP), alertou para a possibilidade de que, se o La Niña persistir por muito tempo, a região sul do Brasil poderá enfrentar novamente problemas agrícolas e hídricos.

O período de transição entre os fenômenos climáticos não foi fácil para o setor agrícola, especialmente no Rio Grande do Sul.

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