
Um artigo publicado semana passada na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society descreve o estudo feito por uma equipe de pesquisadores do Observatório Nacional (ON/MCTI), que identificou 28 estrelas de alta velocidade na Via Láctea usando dados do levantamento fotométrico Javalambre Photometric Local Universe Survey (J-PLUS).
De acordo com um comunicado do ON, as estrelas analisadas têm velocidades galactocêntricas (velocidade em relação ao centro da galáxia) maiores que 400 km/s e se presume que estejam relacionadas a fenômenos astrofísicos extremos.
Estrelas de alta velocidade são um subconjunto raro, mas importante, de estrelas que se movem pela galáxia em velocidades superiores a 100 km/s. Elas estão frequentemente associadas a acontecimentos como explosões de supernovas, interação de estrelas binárias com buracos negros ou até mesmo ondas gravitacionais.
Os autores do estudo combinaram dados fotométricos do J-PLUS com dados astrométricos do catálogo Gaia DR3 para analisar a cinemática, dinâmica e parâmetros estelares fundamentais dessas estrelas.
Os resultados indicam que a maioria das 28 estrelas tem comportamento e propriedades típicas de estrelas de halo, enquanto algumas delas podem estar relacionadas à população do disco espesso.
Além disso, o estudo também sugere que algumas das estrelas de halo podem pertencer a estruturas conhecidas que surgiram de fusões de galáxias anãs com a Via Láctea no passado, como a estrutura Gaia-Enceladus/Sausage e a estrutura Sequoia.
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