
A China revelou os planos para a estação espacial Tiangong em 2025, com três lançamentos programados: duas missões tripuladas e uma de carga. A informação foi divulgada pela Agência de Voos Espaciais Tripulados da China (CMSA), reforçando o compromisso do país com a presença orbital constante.
Desde a conclusão do laboratório espacial em 2022, a Tiangong tem sido continuamente ocupada. As tripulações, compostas por três astronautas (ou taikonautas, na designação chinesa), permanecem por cerca de seis meses antes de serem substituídas pela seguinte. A China também anunciou que iniciará o treinamento de astronautas paquistaneses para uma futura missão de curta duração à estação.
No momento, quem habita e trabalha na estrutura é a tripulação Shenzhou 19. Entre as atividades já ou a serem realizadas, estão 86 experimentos científicos, manutenções externas, instalação de proteções contra detritos espaciais e ações educativas.
O time – formado pelo comandante Cai Xuzhe, Song Lingdong e Wang Haoze – participou, por exemplo, de testes com equipamentos de eletroencefalograma (EEG). Os dados coletados podem ajudar a entender o impacto da gravidade no processamento visual e os efeitos da música na regulação das funções cerebrais durante missões espaciais prolongadas.
Em um outro experimento, Wang Haoze, a primeira engenheira de voo feminina da China no espaço, foi registrada utilizando faixas de resistência para combater a perda óssea e muscular causada pela microgravidade.
A equipe também conduziu testes com o pequeno robô de IA “Xiao Hang”, investigando novas formas de interação entre humanos e máquinas.
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