
Um fóssil do período Cambriano (há mais de 500 milhões de anos) rendeu uma descoberta surpreendente em novo estudo do departamento de Ciências da Terra da Universidade de Durham (Reino Unido).
Originalmente considerado um molusco primitivo, do grupo que inclui caracóis e mariscos, o Shishania aculeata revelou ser, na verdade, um animal esponjoso conhecido como chancelerídeo. Ele foi descoberto pela primeira vez na província de Yunnan (China).
Os resultados publicados na revista Science mudam a compreensão de como alguns dos primeiros animais evoluíram na época conhecida como “explosão cambriana“, de acordo com comunicado divulgado pela universidade.
“Entender a Shishaniamostra como as evidências fósseis podem ser mal interpretadas e como novas descobertas continuam a remodelar o que sabemos sobre a história inicial da vida”, diz o comunicado.
A partir da nova compreensão, o Shishania passou a ser comparado com chancelerídeos, animais “estranhos” em forma de bolsa que viviam fixos no fundo do mar e não tinham cabeça, boca ou órgãos. Seus corpos eram cobertos por espinhos ocos, possivelmente usados para defesa.
A descoberta ajuda a preencher uma lacuna no registro fóssil e mostra como os chancelerídeos (que desapareceram há cerca de 490 milhões de anos) podem ter desenvolvido formas corporais mais complexas ao longo do tempo, segundo o artigo.
Entre para comentar.