Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

“Cobras magnéticas” podem ajudar a resolver grande mistério do Sol

"Cobras magnéticas" podem ajudar a resolver grande mistério do Sol

Cientistas se debruçam há tempos nas peculiaridades do Sol para tentar decifrar um mistério que os intriga há 65 anos: a atmosfera (ou coroa) é surpreendentemente mais quente do que a superfície da estrela, apesar de estar mais longe da fonte óbvia de calor (o núcleo).

Agora, o enigma pode estar mais próximo de ser desvendado. Usando o mais poderoso telescópio solar da Terra, o Daniel K. Inouye Solar Telescope (DKIST), localizado no Havaí (EUA), uma equipe internacional de astrônomos conseguiu observar o campo magnético solar com detalhes sem precedentes. Os resultados foram publicados no periódico científico The Astrophysical Journal Letters.

Os cientistas encontraram padrões complexos de energia semelhantes a cobras no campo magnético na atmosfera mais baixa de nossa estrela, a cromosfera, que pode estar levando energia às camadas externas da atmosfera.

Graças a essa pesquisa, podemos estar um passo mais perto de compreendermos o Sol, nossa estrela que dá vida.

Enquanto a superfície do Sol, chamada de fotosfera, é relativamente “amena”, atingindo em torno de 6.000ºC, a nuvem difusa de átomos carregados que compõe a coroa pode ultrapassar 1 milhão de graus Celsius.

Este aquecimento coronal desafia a ciência, contrariando todos modelos estelares conhecidos, já que a fonte de calor estelar é a fusão nuclear em seu núcleo. Sendo assim, as temperaturas devem aumentar à medida que se aproxima do coração da estrela.

Compartilhe