Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de janeiro de 2026 · 2 min de leitura ·

Conheça o Laboratório Nacional de Astrofísica com o Olhar Espacial

Conheça o Laboratório Nacional de Astrofísica com o Olhar Espacial

Fundado em 1985, o Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA) foi o primeiro Laboratório Nacional criado no Brasil e se tornou referência em infraestrutura voltada à astronomia. 

Vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), o LNA tem sede administrativa em Itajubá, no sul de Minas Gerais, e desempenha papel fundamental ao oferecer serviços e equipamentos para pesquisa científica.

O Olhar Espacial desta sexta-feira (23) vai apresentar a trajetória, infraestrutura e os trabalhos realizados pela instituição, destacando o papel do laboratório no fortalecimento da astronomia no Brasil e na articulação de projetos científicos conduzidos por universidades, centros de pesquisa e consórcios internacionais.

O LNA opera o Observatório do Pico dos Dias (OPD), localizado entre Brazópolis e Piranguçu, em Minas Gerais, onde está instalado o maior telescópio em solo brasileiro. A disponibilidade dessa infraestrutura permitiu o crescimento consistente da comunidade astronômica nacional e abriu caminho para colaborações internacionais de grande porte.

Hoje, o Brasil integra os consórcios dos telescópios Gemini e SOAR (Southern Astrophysical Research), projetos multinacionais que reúnem instituições de diversos países e operam equipamentos instalados no Hemisfério Sul e no Hemisfério Norte. Nesses consórcios, o LNA exerce o papel de Secretaria Nacional, articulando o acesso da comunidade científica brasileira a essas observações estratégicas.

O programa desta noite vai receber o diretor do LNA, o astrofísico Wagner José Corradi Barbosa. Astrofísico formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com mestrado e doutorado na mesma instituição, ele realizou estágios no Observatório da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, e no Observatório Europeu do Sul, na Alemanha. É autor de livros e ferramentas didáticas, membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Universidade Aberta do Brasil (UniRede) e da União Astronômica Internacional (IAU), professor na UFMG e colecionador de conquistas notáveis, como o maior catálogo de estrelas jovens do Hemisfério Sul, a caracterização do planeta anão Eris e a descoberta de 62 aglomerados estelares.

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