Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de julho de 2025 · 2 min de leitura ·

Estamos cercados por ‘galáxias fantasmas’, diz estudo

Estamos cercados por 'galáxias fantasmas', diz estudo

Um novo estudo realizado por uma equipe de astrônomos da Universidade de Durham, no Reino Unido, chamou a atenção de cientistas. Isso porque o trabalho apresentou conclusões que podem mudar o atual entendimento sobre o que há nas proximidades da Via Láctea.

A pesquisa sugere que até 100 pequenas galáxias podem estar por perto, mas muitas delas nunca teriam sido identificadas. As descobertas foram apresentadas durante congresso da Royal Astronomical Society, uma sociedade científica e beneficente dedicada ao avanço das pesquisas sobre astronomia.

Os astrônomos da Universidade de Durham afirmam que as “galáxias fantasmas” perderam boa parte da sua matéria escura porque foram “puxadas” pela gravidade da Via Láctea. Como consequência, elas ficaram pequenas, fracas e quase não emitem luz, o que dificulta a identificação delas.

Sabemos que a Via Láctea tem cerca de 60 galáxias-satélites confirmadas, mas acreditamos que há dezenas de outras, extremamente fracas, girando ao seu redor. Se nossas previsões estiverem corretas, elas reforçam a teoria chamada Lambda-CDM, que explica como o universo evoluiu e como as galáxias se formam.

A teoria Lambda-CDM sugere que a maior parte do universo é feita de matéria e energia escuras, elementos invisíveis, mas que exercem influência sobre tudo. Apenas 5% do universo seria formado por matéria “normal”, como planetas, estrelas, gás e poeira.

Dessa forma, a maioria das galáxias teriam que ser anãs e orbitariam galáxias maiores, como a Via Láctea. O problema é que as descobertas feitas até agora não batiam com esta ideia. A explicação proposta pelo novo estudo é que a nossa tecnologia não é capaz de enxergar estas pequenas galáxias escondidas.

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