Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Lesmas gigantes causadoras de pragas invadem cidade na Flórida

Lesmas gigantes causadoras de pragas invadem cidade na Flórida

Pela terceira vez em décadas, uma cidade da Flórida é acometida pela invasão de lesmas gigantes africanas (Lissachatina fulica), forçando as autoridades municipais a realizarem mapeamentos de maior incidência dos animais no intuito de recolhê-los.

Se o assunto lhe parece familiar, parabéns pela boa memória: essas mesmas lesmas foram notícia aqui no Olhar Digital em outubro de 2021. Que ninguém as acuse de serem impacientes ou de não insistirem em um objetivo.

Segundo as informações divulgadas pelo Departamento de Serviços de Consumo e Agricultura da Flórida, as lesmas gigantes parecem estar mais concentradas na região de New Port Richey, onde as autoridades sanitárias e de controle de zoonoses armaram uma zona de quarentena.

Ao todo, cerca de 30 oficiais recolheram 1.016 lesmas encontradas em 29 propriedades, que vão desde pequenas fazendas até casas mais urbanizadas – porque ameaçar a produção agrícola não é suficiente para uma lesma que, teoricamente, consegue até comer a sua casa.

“Nós temos muita sorte em termos um time experiente que previne, detecta e trata de ameaças invasivas”, disse a comissária do departamento, Nikki Fried, fazendo uso mais flexível do verbo “prevenir”. “Deixe-me garantir a vocês, nós vamos erradicar essas lesmas gigantes. Já fizemos isso duas vezes antes, e vamos fazer isso de novo – não é uma questão de ‘se’, mas de ‘quando’”.

Segundo o doutor Greg Hodges, diretor assistente da Divisão de Indústria de Plantas da autoridade, essa celeuma começou em 1966, quando três indivíduos da espécie da lesma gigante africana foram contrabandeados para Miami. Três anos depois, veio o primeiro “surto”, que deu início ao programa de erradicação. Ao longo de vários anos, cerca de 17 mil lesmas foram encontradas – um custo de US$ 1 milhão (R$ 5,30 milhões).

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