
Toda a ajuda é bem-vinda na luta contra as mudanças climáticas. Mas às vezes ela pode vir de onde menos se espera. Um exemplo disso é a conclusão de um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Leeds, no Reino Unido.
A equipe afirmou que a reintrodução de lobos na Escócia poderia ajudar a capturar e armazenar até um milhão de toneladas métricas de dióxido de carbono (CO₂) todos os anos. O trabalho foi publicado na revista Ecological Solutions and Evidence.
No novo estudo, a equipe tentou analisar o efeito da reintrodução de lobos como predadores naturais. Os cientistas descobriram que uma população de cerca de 167 animais seria suficiente para reduzir a quantidade de cervos significativamente.
Dessa forma, as árvores seriam capazes de iniciar a recolonização natural e as florestas poderiam começar a se expandir novamente. A pesquisa calcula que isso resultaria na captura de até um milhão de toneladas de dióxido de carbono por ano.
A ideia, no entanto, é controversa, uma vez que a presença dos lobos traria riscos ao gado e para as populações humanas da Escócia. Segundo os pesquisadores, tudo isso está sendo levado em conta para apresentar a melhor solução possível.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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