
Na manhã desta segunda-feira (4), a Lua alcançará o afélio, que é o ponto de sua órbita mais distante do Sol. Isso acontece às 6h34, quando ela estará a 1,0106 unidade astronômica (UA) da nossa estrela hospedeira – em torno de 151,6 milhões de km. (Todos os horários aqui mencionados têm como referência o fuso de Brasília).
Segundo a plataforma InTheSky.org, algumas horas mais tarde, às 18h30, ela chega ao apogeu, ponto de sua órbita mais longe da Terra.
A distância da Lua em relação à Terra varia porque sua órbita não é perfeitamente circular – é ligeiramente oval, traçando um caminho chamado elipse. À medida que ela atravessa esse caminho elíptico ao redor do nosso planeta a cada mês, sua distância varia entre 356.500 km no perigeu e 406.700 km no apogeu (que é o ponto mais distante).
“Esses valores são médios porque, na prática, variam bastante devido às influências gravitacionais do Sol e dos outros planetas do Sistema Solar” diz Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e colunista do Olhar Digital.
O tamanho angular do astro também varia pelo mesmo fator, bem como seu brilho se altera, embora isso seja difícil de detectar na prática, já que as fases da Lua estão mudando ao mesmo tempo. O tempo do circuito da Lua entre perigeu, apogeu e perigeu novamente é de 27,55 dias – um período de tempo chamado de mês anomalístico. Isso é um pouco mais do que o período orbital do nosso satélite natural (27,322 dias).
A lua nova marca o início do mês em calendários lunares, como o muçulmano, e nos calendários lunissolares, tais como o judaico, o hindu e o budista.
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