
Nesta quarta-feira (30), às 20h36 (horário de Brasília), Mercúrio iniciará uma fase que os astrônomos chamam de “conjunção solar inferior”, passando entre a Terra e o Sol, de quem vai se aproximar a cerca de 0,43 unidades astronômicas (UA) – o equivalente a algo em torno de 64,3 milhões de km.
De acordo com o guia de observação astronômica In-The-Sky.org, isso acontece uma vez em cada ciclo sinódico do planeta, que é o período necessário para ele chegar à mesma posição em relação ao Sol, quando observado a partir do nosso planeta – que no caso de Mercúrio é de 116 dias.
No momento da conjunção solar inferior, Mercúrio vai estar em uma separação de apenas 4°56′ do Sol, tornando-se inobservável por um longo período, enquanto estiver imerso no brilho do astro. Essa fase marca o “desaparecimento” do planeta no céu noturno e sua transição para se tornar um objeto matinal nas próximas semanas.
Ao mesmo tempo em que alcança a conjunção inferior com o Sol, Mercúrio também chega ao perigeu – ponto mais próximo da Terra – atingindo uma distância de 0,59 UA de nós. Isso significa que o menor planeta do Sistema Solar estará a “apenas” 88,4 milhões de km da Terra, o que o deixaria maior às nossas vistas, caso pudesse ser observado.
Mas, quando ele volta a poder ser observado? Segundo Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital, Mercúrio retorna à paisagem celeste por volta do dia 11 de agosto.
Vale ressaltar ainda que, nesse mesmo dia, Mercúrio também estará finalizando um processo popularmente chamado de “movimento retrógrado” – entenda aqui.
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