Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Miniluas vagam escondidas próximas da Terra, diz estudo

Miniluas vagam escondidas próximas da Terra, diz estudo

Entre setembro e novembro de 2024, uma “minilua” temporária foi observada orbitando a Terra. Batizada de 2024 PT5, ela chamou a atenção dos cientistas porque pode não ser só mais um asteroide qualquer atraído gravitacionalmente pelo planeta. Pesquisadores acreditam que esse pequeno corpo rochoso tenha vindo da própria Lua, expulso por um impacto antigo e forte.

Um artigo publicado no periódico científico The Astrophysical Journal Letters sugere que o objeto 2024 PT5 pode ser apenas um dos vários fragmentos lunares escondidos que orbitam próximo ao nosso planeta. A hipótese ganhou força porque, se há dois exemplos identificados, pode haver muitos outros ainda não encontrados.

A Terra se movimenta em meio a uma nuvem de detritos no espaço. Parte desse material vem de satélites e lixo espacial, mas outra parte são pedaços de rochas naturais, que sobraram das colisões que aconteceram no início do Sistema Solar. Esses fragmentos são monitorados porque, dependendo da trajetória, podem representar riscos para o planeta.

Em agosto do ano passado, astrônomos na África do Sul detectaram a presença de uma rocha desconhecida próxima da Terra. Chamaram esse objeto de 2024 PT5. O que chamou atenção foi sua velocidade extremamente baixa, que o tornou um alvo ideal para o projeto MANOS (sigla em inglês para algo como “Rastreio de Objetos Próximos da Terra Acessíveis à Missão”), que observa objetos fáceis de alcançar com espaçonaves.

Teddy Kareta e e Nick Moskovitz, cientistas planetários do Observatório Lowell, no Arizona, envolvidos no projeto MANOS, ficaram animados com a descoberta. Eles revelaram ao site Space.com que desde 2021 estão em busca de fragmentos lunares flutuando pelo espaço. 

Uma semana após a descoberta, os cientistas apontaram o telescópio Lowell Discovery para o 2024 PT5. Com análises feitas em luz visível e infravermelha, descobriram que ele não tinha a composição típica de um asteroide. Em vez disso, sua “assinatura” era parecida com as amostras trazidas pelas missões Apollo e Luna 24, que vieram diretamente da Lua.

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