Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Novos dados da missão Gaia, da ESA, podem reescrever a história da Via Láctea

Novos dados da missão Gaia, da ESA, podem reescrever a história da Via Láctea

Durante décadas, acreditou-se que as galáxias anãs que transitam em torno da Via Láctea seriam satélites naturais da nossa galáxia, ou seja, que elas foram capturadas em órbita, servindo como nossas companheiras constantes por bilhões de anos.

No entanto, informações recentes do satélite de mapeamento Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), podem mudar tudo isso, revelando outra origem para esses aglomerados de estrelas que nos rodeiam.

Nas novas observações, que compõem a terceira leva de dados da missão, os movimentos dessas galáxias anãs foram calculados com uma precisão sem precedentes, e os resultados, considerados surpreendentes, foram descritos em uma pesquisa liderada pelo astrônomo François Hammer, professor da Universidade de Ciências e Letras de Paris, publicada esta semana no Astrophysical Journal.

Composta por cientistas da União Europeia e da China, a equipe analisou os movimentos de 40 galáxias anãs em torno da Via Láctea, computando a velocidade tridimensional de cada uma delas. Em seguida, os pesquisadores usaram essas informações para calcular sua energia orbital e seu momento angular (rotacional).

Eles descobriram que essas galáxias estão se movendo muito mais rápido do que outros aglomerados maiores que orbitam a Via Láctea. 

Segundo os cientistas, se as galáxias anãs estivessem nos acompanhando desde os primórdios a essa velocidade toda, as interações com nossa galáxia e com tudo o que tem dentro dela teriam minado sua energia orbital e seu momento angular.

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