
Ao longo da história da humanidade, a Lua tem desempenhado papéis diversos, como calendário natural ou símbolo ritualístico, por exemplo. Seus ciclos mensais são meticulosamente observados e celebrados por culturas em todo o mundo desde tempos imemoráveis.
Essas sequências recorrentes incluem as “grandes paralisações lunares” (também chamadas de lunistícios), quando a Lua chega em seu ponto mais ao norte ou mais ao sul durante o curso de um mês (especificamente, um mês lunar de 27,2 dias).
Desde 1972, quando os EUA conduziram a Apollo 17, última missão tripulada à Lua, apenas quatro países – União Soviética, China, Índia e Japão – conseguiram realizar pousos bem-sucedidos no satélite natural.
Nessas ocasiões, junto com equipamentos e pedaços de hardware espacial acidentados, os humanos deixaram ferramentas, experimentos científicos e até sacos de seus excrementos descartados em nosso mundo vizinho. Com isso, fica o questionamento: com a corrida espacial lunar ganhando força e cada vez mais pousos sendo feitos na Lua, como ela estará no início da década de 1940, após o próximo lunistício?
Em um artigo publicado no Space.com, Aparna Venkatesan, astrônoma e defensora do céu escuro no Departamento de Física e Astronomia da Universidade de São Francisco, e John Barentine, astrônomo, historiador, autor e comunicador científico, discorrem sobre o assunto.
No texto, eles recordam que, na década de 1960, uma disputa espacial fervorosa envolveu EUA e União Soviética na busca pelo feito histórico de pousar um humano na Lua. O sucesso da Apollo 11 em 1969 foi tanto um “grande salto para a humanidade” quanto uma demonstração da superioridade do know-how tecnológico dos EUA e de seu sistema político-econômico.
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