Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Para brecar mudanças climáticas, cientistas estudam 66 milhões de anos de CO₂ na atmosfera

Para brecar mudanças climáticas, cientistas estudam 66 milhões de anos de CO₂ na atmosfera

Pesquisadores das universidades de Utah e Columbia, ambos nos EUA, vêm analisando a evolução das concentrações de dióxido de carbono (CO₂) com o passar dos milênios e os efeitos provocados no clima da Terra.

O CO₂ está, atualmente, em sua maior concentração na atmosfera, com contagem de 419 ppm (partes por milhão), o que só piora a situação de nosso planeta.

A pesquisa realizada pelos cientistas de Utah e Columbia visa descobrir se é a primeira vez que a concentração de CO₂ chega a esse nível. Para tanto, eles criaram o Projeto de Integração de Proxy de Dióxido de Carbono Cenozoico (CenCO2PIP), em tradução livre.

Os primeiros dados da análise dão conta de que a concentração de CO₂ pode ter chegado a 1,6 mil ppm no período Cenozoico, sendo que teria diminuído com o passar do tempo e chegado aos 270 ppm no período Pleistoceno.

Como era de se imaginar, com a revolução industrial, que se iniciou na metade do século XVIII, e as indústrias existentes no século XXI, fez com que o nível de concentração atual de CO₂ (419 ppm) chegasse a maior marca em 14 milhões de anos.

A partir do estudo dos 66 milhões de anos, os pesquisadores esperam compreender e prever melhor o futuro do planeta e do ser humano, se as promessas de diminuição da produção dos gases que causam o efeito estufa não forem cumpridas.

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