
Plutão e Caronte, o maior de seus cinco satélites, formam um par singular no sistema solar. Caronte, com metade do tamanho de Plutão, orbita-o a uma distância relativamente curta, e ambos os corpos estão presos em um abraço gravitacional que os mantém sempre com a mesma face voltada um para o outro.
Além de Caronte, Plutão possui outras quatro luas menores, chamadas Hidra, Nix, Cérbero e Estige . A origem desse intrigante sistema binário, com um planeta anão e sua lua dançando em sincronia, tem sido objeto de debate entre os cientistas.
Até recentemente, a teoria mais aceita era a de que Caronte teria se formado a partir de uma colisão catastrófica, semelhante à que se acredita ter originado a Lua da Terra. No entanto, uma nova pesquisa da Universidade do Arizona desafia essa visão tradicional e propõe um mecanismo inovador chamado “beijo e captura” para explicar a formação do sistema Plutão-Caronte.
Ao contrário da Terra e da Lua, que se comportaram de maneira mais fluida durante sua colisão devido ao intenso calor gerado, Plutão e Caronte são mundos menores, mais frios e compostos principalmente de rocha e gelo, o que lhes confere maior rigidez estrutural. Essa diferença crucial foi um dos fatores que levaram os pesquisadores a questionar a “Hipótese do Grande Impacto” ao sistema Plutão-Caronte.
O que descobrimos é algo totalmente diferente – um cenário de ‘beijo e captura’ onde os corpos colidem, ficam juntos brevemente e depois se separam enquanto permanecem gravitacionalmente ligados
A resposta está na dinâmica da colisão e no conceito de co-rotação. Conforme a pesquisa, Caronte, após o impacto, permaneceu além do raio de co-rotação de Plutão. Isso significa que Caronte não conseguia girar tão rápido quanto Plutão, impedindo que os dois corpos permanecessem unidos.
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