Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de agosto de 2023 · 2 min de leitura ·

Por que cientistas colocaram um furão em um acelerador de partículas?

Por que cientistas colocaram um furão em um acelerador de partículas?

No início de 1971, o US National Accelerator Laboratory, atual Fermilab, terminava de construir seu acelerador de partículas, mas apenas alguns dias depois de finalizado, ele apresentou problemas que foram posteriormente associados à sujeira. A solução dos cientistas foi usar um furão para fazer a limpeza.

O acelerador de partículas custou cerca de 250 milhões de dólares e era composto por um tubo de 6,4 quilômetros feito de aço inoxidável e 1.014 ímãs, que possuíam cerca de 6 metros e 18 toneladas cada. Juntos eles poderiam acelerar prótons a energias próximas de 200 bilhões de elétron-volts.

Cerca de 6 dias após o último ímã ser instalado, dois deles foram encontrados com problemas e substituídos, mas essa falha aconteceu outras vezes, sendo necessário mudar cerca de 350 ímãs. O problema foi atribuído a lascas de metal deixadas para trás no tubo do acelerador, que possuía cerca de 6,5 sentimentos de diâmetro, criando um problema de como ele poderia ser limpo.

A solução sugerida pelo físico Ryuji Yamada foi puxar um ímã por dentro do tubo, mas como eles fariam isso? O físico britânico Robert Sheldon sugeriu que um furão o fizesse. 

Os furões são mamíferos parecidos com doninhas que gostam de descer túneis e expulsar coelhos. Um furão não hesitaria em correr pelo interior do tubo de aço inoxidável, mesmo que isso envolvesse uma longa jornada rumo ao desconhecido. Além disso, seria uma espécie de solução ecológica para um problema técnico, e todos gostaram da ideia.

O furão foi adquirido de um criadouro e custou 35 dólares, tendo sido batizado de Felicia. Ela foi equipada com uma fralda para evitar outros problemas ao atravessar o tubo e um cinto onde o ímã a ser puxado seria preso. Os pesquisadores logo começaram seu treinamento.

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