
Rochas lunares coletadas pelos astronautas da NASA durante as missões Apollo têm uma história peculiar de destruição, roubo ou desaparecimento. Recentemente, novos documentos divulgados na Irlanda trouxeram à tona detalhes inéditos sobre o destino de uma dessas preciosas amostras.
De acordo com os Arquivos Nacionais em Dublin, uma das rochas lunares dadas à Irlanda como presente diplomático pelos Estados Unidos foi destruída em um incêndio no Observatório Dunsink em 1977. Embora o destino da rocha lunar da missão Apollo 11 já fosse conhecido há décadas, os novos relatórios, acessados pela PA News Agency, revelam informações inéditas sobre o caso.
O caso da Irlanda não é isolado. Uma auditoria realizada pela NASA em 2011 constatou que pelo menos 517 amostras de astromateriais desapareceram ou foram roubadas entre 1970 e junho de 2010, incluindo centenas de amostras lunares. A investigação concluiu que a agência espacial carecia de controles adequados sobre o empréstimo desses materiais, o que aumentava os riscos de perda dessas relíquias únicas.
Entre 1970 e 1973, o então presidente dos EUA, Richard Nixon, distribuiu pequenas amostras de material lunar para 135 países e todos os 50 estados norte-americanos como um gesto de boa vontade. Das 270 rochas entregues a nações, estima-se que 160 estejam desaparecidas.
Algumas dessas relíquias foram destinadas a líderes históricos controversos, como Muammar Gaddafi, da Líbia, e Nicolae Ceaușescu, da Romênia, além de outras figuras sombrias da história. Embora algumas coleções tenham sido recuperadas, muitas rochas lunares permanecem desaparecidas, representando uma perda irreparável para a ciência e a história.
Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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