Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Seria possível a “desextinção” dos dinossauros?

Seria possível a “desextinção” dos dinossauros?

Imagine que os dinossauros pudessem voltar a caminhar sobre a Terra, como na franquia de filmes Jurassic Park. A ideia pode parecer emocionante (e assustadora), mas, na prática, está muito distante da realidade. Apesar dos avanços na ciência genética, trazer essas criaturas pré-históricas de volta é, por enquanto, algo impossível.

Recentemente, a startup de biotecnologia norte-americana Colossal Biosciences chamou atenção ao anunciar projetos para “reviver” espécies extintas, como o dodô, um pássaro que desapareceu no século 17, além do mamute-lanoso e do lobo-terrível, animais que viveram há cerca de 10 mil anos, durante a Era do Gelo.

A proposta é usar técnicas modernas de edição genética para recriar essas criaturas. Esses projetos despertaram a curiosidade do público e levantaram uma dúvida: será que dinossauros, como o tiranossauro rex ou o velociraptor, também poderiam voltar à vida? 

A resposta direta e reta é: não. A diferença de tempo entre os dinossauros e outros animais extintos é imensa e torna a ideia inviável do ponto de vista científico.

Para que um animal seja recriado, é necessário conhecer seu DNA – o código genético que define como ele é. No caso dos dinossauros, a ciência até já descobriu partes da estrutura dos seus genes. Porém, não se sabe a ordem exata dessas informações, o que impede a reconstrução precisa do material genético.

Além disso, o DNA é extremamente frágil e se deteriora com o tempo. Um estudo de 2018 indica que, em condições normais, metade do DNA se perde a cada 521 anos. Mesmo em ambientes congelados, sua durabilidade chega no máximo a 158 mil anos – muito longe dos 66 milhões de anos que separam os humanos dos últimos dinossauros.

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