
O Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa acaba de atualizar o software que usa para avaliar asteroides potencialmente perigosos. Entre outras mudanças, a nova versão leva em conta o efeito da luz solar nas órbitas desses corpos.
Embora não haja riscos imediatos de rochas espaciais colidirem com a Terra, os astrônomos continuam a vasculhar os céus, por precaução. O novo algoritmo de monitoramento de impacto, chamado Sentinela-II (Sentry-II), atualiza o software em uso há 20 anos.
Como seu antecessor, chamado apenas de Sentinela (Sentry), o Sentinela-II irá escanear periodicamente uma tabela de asteroides potencialmente perigosos com órbitas conhecidas, geradas pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra gerenciado pelo JPL.
Mas o Sentinela-II inclui uma atualização-chave que tornará suas avaliações mais precisas: ele leva em conta o efeito Yarkovsky, que acontece quando a luz solar é absorvida pela superfície do asteroide e reemitida como calor. Essa emissão de calor tem um efeito sutil, mas poderoso, na trajetória de um asteroide pelo espaço — e pode afetar a probabilidade da rocha espacial de atingir a Terra.
Embora os astrônomos saibam sobre o efeito Yarkovsky há décadas, foi apenas recentemente que os computadores se tornaram poderosos o suficiente para lidar com a análise do efeito em grandes conjuntos de dados. O Sentinela-II permitirá que o JPL avalie potenciais impactos com probabilidades tão pequenas quanto algumas chances em 10 milhões, de acordo com a Nasa.
“O fato de a Sentinela não poder lidar automaticamente com o efeito Yarkovsky foi uma limitação”, disse em comunicado Davide Farnocchia, engenheiro de navegação do JPL que também ajudou a desenvolver o Sentinela-II.
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