
Em novembro de 2021, a Nasa fez um anúncio que desapontou os fãs da exploração espacial: a tão aguardada missão Artemis III, que levará os primeiros humanos à superfície Lunar em mais de 50 anos, estava sendo adiada de 2024 para “não antes de 2025”.
Os motivos são variados, entre eles a dificuldade na produção de novos trajes espaciais, que são um requisito para a exploração Lunar, falta de orçamento adequado e um processo movido contra a agência pela Blue Origin, que protestava contra a escolha da SpaceX para construir o Human Landing System (HLS), sistema que levará os astronautas da órbita da Lua para sua superfície, e vice-versa.
“Retornar à Lua da forma mais rápida e segura possível é uma prioridade da agência. No entanto, com o processo recente e outros fatores, o primeiro pouso do programa Artemis provavelmente não ocorrerá antes de 2025”, disse o administrador da agência, Bill Nelson.
“A boa notícia é que a Nasa está fazendo avanços sólidos”, pontuou Nelson, apontando o fato de que a cápsula de tripulação Orion da primeira missão já está no topo do gigantesco foguete Space Launch System no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A Nasa também prevê que a primeira missão tripulada que sobrevoará a lua, Artemis II, acontecerá em 2024.
Um atraso de um ano no cronograma é pouco, considerando o histórico de programas espaciais, mas ainda assim é uma frustração para os entusiastas da exploração do espaço. Parece que cada vez que nos aproximamos de um retorno à Lua o destino força uma mudança de planos, nos pregando uma peça cruel. É como o vendedor turco de sorvetes, em uma escala cósmica.
De fato, estamos pensando em voltar desde 19 de dezembro de 1972, quando a Apollo 17 retornou à Terra. Alguns destes programas avançaram bastante, consumindo milhões em pesquisa e desenvolvimento, outros não passaram de rascunhos no papel. Conheça a seguir a história de alguns deles.
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