Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de novembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Vaquitas: quantas existem e por que elas estão à beira da extinção?

Vaquitas: quantas existem e por que elas estão à beira da extinção?

As vaquitas, os menores mamíferos marinhos do mundo, estão à beira da extinção, e a Comissão Baleeira Internacional (CBI) emitiu seu primeiro alerta de extinção em 70 anos de história. Estima-se que apenas 10 vaquitas permaneçam no planeta, habitando o Golfo da Califórnia, próximo à costa oeste dos Estados Unidos e do México. Com uma população tão reduzida, é vital entender por que essas criaturas adoráveis estão desaparecendo e quais esforços estão sendo feitos para salvá-las.

No início de 2017, a população de vaquitas era estimada em cerca de 30 indivíduos. Hoje, esse número diminuiu drasticamente para apenas 10. A principal razão por trás desse declínio é a pesca ilegal de totoabas, peixes ameaçados, usando redes de emalhar. O totoaba, também conhecido como totuava, é procurado por sua bexiga natatória, que tem grande demanda na culinária e medicina chinesas, sendo vendido a preços exorbitantes.

Essas redes de emalhar, embora destinadas à pesca do totoaba, também capturam vaquitas por acidente. As vaquitas são animais pequenos, medindo entre 1,2 e 1,5 metros de comprimento, e sua população já estava em risco devido ao declínio dos totoabas. Como resultado, uma ação decisiva tornou-se urgente para evitar a extinção completa das vaquitas.

Diversas instituições e governos tentaram, em várias ocasiões, salvar as vaquitas do desaparecimento iminente. Uma das parcerias notáveis foi entre o governo mexicano e a Fundação Leonardo DiCaprio, que se comprometeram a preservar o ecossistema regional.

Uma abordagem adotada envolveu o uso de golfinhos treinados pela marinha mexicana para localizar vaquitas e conduzi-las a refúgios destinados a programas de reprodução em cativeiro. No entanto, essa iniciativa foi interrompida após a morte de uma das fêmeas capturadas, destacando os desafios e complexidades envolvidos na conservação desses animais.

Atualmente, a marinha do México implementou uma estratégia drástica, conhecida como “zona de tolerância zero”. Essa estratégia envolve o uso de 193 blocos de concreto ao longo da costa para impedir a utilização de redes de emalhar. Em teoria, essa medida conseguiu reduzir a atividade em 90% na área, mas há preocupações de que isso possa simplesmente deslocar o problema para fora dessa zona, expondo vaquitas que saem da área de proteção.

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