
Uma equipe de pesquisadores da expedição Edges of Earth documentou um encontro considerado raro com cerca de 30 enguias. O avistamento ocorreu antes do grupo de animais realizar uma migração de mais de 1.600 quilômetros até Tonga.
Os cientistas explicam que as enguias-de-barbatana-longa (Anguilla dieffenbachii) são as maiores enguias de água doce endêmicas da Nova Zelândia. O registro recente serve para ajudar a proteger os animais e aprofundar o conhecimento sobre o ciclo de vida deles.
As enguias-de-barbatana-longa vivem entre 25 e 80 anos em rios, lagos e pântanos antes de iniciarem uma única migração para se reproduzir. Ao chegarem a Tonga, as fêmeas depositam seus ovos em águas profundas, onde são fertilizados pelos machos.
Em seguida, as criaturas adultas morrem, completando seu ciclo de vida. Já as larvas eclodem e iniciam uma jornada de retorno à Nova Zelândia, sendo transportadas pelas correntes oceânicas até que possam se estabelecer novamente em habitats de água doce.
Estes animais também são conhecidos por sua longevidade e grande porte, podendo atingir mais de 1,5 metro de comprimento e pesar até 25 kg. Elas possuem uma pele lisa e viscosa, com coloração variando entre marrom-escuro e preto, o que lhes proporciona uma camuflagem eficiente nos ambientes aquáticos.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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