
Um artigo disponível no servidor de pré-impressão arXiv, onde aguarda revisão de pares para publicação, descreve uma supernova extremamente distante descoberta pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA.
Batizado de SN Eos, o objeto se refere a uma supernova do Tipo II que teria explodido quando o Universo tinha cerca de um bilhão de anos.
Supernovas são explosões estelares altamente energéticas que marcam o fim da vida de certas estrelas. Além de fornecerem elementos químicos mais pesados ao espaço, esses eventos ajudam os astrônomos a entender como estrelas e galáxias crescem e evoluem ao longo do tempo. Elas são divididas principalmente em dois grupos: Tipo I (sem hidrogênio em seus espectros) e Tipo II (com presença de hidrogênio).
No caso das supernovas do Tipo II, o fenômeno ocorre após o colapso do núcleo de estrelas massivas, geralmente com massas superiores a oito vezes a do Sol. Como podem brilhar mais do que toda a galáxia onde estão localizadas, essas explosões se tornam ferramentas importantes para estudar o Universo primordial e os estágios finais da evolução estelar.
A SN Eos foi identificada por uma equipe liderada por David Coulter, da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, utilizando um efeito previsto por Albert Einstein conhecido como lente gravitacional. A técnica amplifica a luz de objetos muito distantes ao passar por galáxias massivas no caminho, permitindo observar fontes que, de outra forma, seriam fracas demais para serem detectadas.
A supernova foi batizada de Eos em homenagem à titã da aurora na mitologia grega. Com um desvio para o vermelho espectroscópico de 5,133, ela está localizada em uma galáxia emissora de Lyman-alfa muito tênue. Isso significa que esta é a supernova espectroscopicamente confirmada mais distante já observada.
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