
Já dizia Confúcio: “Se queres prever o futuro, estuda o passado”. Uma frase que combina bastante com o tema do artigo desta semana.
Em 1996, enquanto navegava na internet discada através de um modem 28.8kbps instalado em meu IBM Aptiva, eu não tirava o olho da televisão. A TV a Cabo, antes um item restrito aos americanos e à classe alta, começava a dominar os lares da classe média.
O conteúdo dos canais a cabo já era de melhor qualidade do que o da TV aberta, basicamente por causa da presença de canais estrangeiros na grade dos canais das operadoras.
Pouco tempo depois, uma nova febre, agora já na era da internet ADSL: o lançamento dos primeiros conteúdos televisivos exclusivos à assinantes que pagavam um valor extra pelo serviço, mais conhecido como sistema Pay-per-view, que oferecia desde canais de futebol, até canais de vídeos adultos, em uma época que streaming ainda parecia coisa da Nasa.
O Pay-per-view é uma modalidade de assinatura adicional aos serviços de televisão por assinatura, pela qual o usuário pode ter acesso à diversas opções de conteúdo adicional mediante pagamento de um valor extra à operadora do serviço de assinatura – o que, na prática, ocorre na aquisição dos pacotes dos campeonatos de futebol ou de canais de TV com conteúdo exclusivo, como é o caso de reality shows ou séries, a nova febre do momento.
Do ponto de vista técnico, este serviço está intimamente relacionado ao uso de um decodificador de TV que serve, inicialmente, para dar acesso ao usuário ao serviço de televisão por assinatura e ao Pay-per-view, o que claramente demonstra que esta modalidade não se confunde com os serviços de streaming – que, em sua maioria, possuem modelo de negócio diferente, ainda que também baseado em assinaturas, como é o caso de Netflix e Hulu.
Entre para comentar.