
Pela primeira vez, cientistas do Laboratório Nacional Lawrence Livermore (LLNL), na Califórnia (EUA), conseguiram criar uma cápsula de fusão nuclear que produziu mais energia do que aquela consumida. O anúncio histórico mostra um importante avanço no que promete ser a “energia do futuro”. No entanto, o caminho ainda é longo.
O que é? Em síntese, a fusão nuclear é o processo no qual dois ou mais núcleos atômicos se juntam e formam um outro núcleo de maior número atômico. Apesar de gastar muita energia para ser produzida, se bem concluída a tecnologia pode gerar uma quantidade muito maior que a gasta.
Como foi feito? No experimento na Califórnia, uma pequena quantidade de hidrogênio foi colocada em uma cápsula (do tamanho de um pequeno botão). Um laser então aqueceu a cápsula a uma temperatura absurda de 100 milhões de graus Celsius.
Isso é mais quente que o centro do Sol. Esse aquecimento comprimiu a cápsula a mais de 100 bilhões de vezes a atmosfera da Terra. Reação que obrigou os átomos a se fundirem e liberarem energia.
Por que é importante? Essa foi a primeira vez que uma reação de fusão nuclear liberou mais energia do que a gasta para gerar o experimento, o que é um avanço importante no setor.
No entanto, ainda falta um longo caminho. Em entrevista ao Olhar Digital, o físico Vinícius Njaim Duarte, do Laboratório de Física de Plasmas de Princeton, nos Estados Unidos, explicou que o resultado já era esperado por quem acompanha o setor e que chega depois de muito estudo.
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