
A última segunda-feira, 3 de julho de 2023, foi o dia mais quente já registrado na Terra, de acordo com dados da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) divulgados nesta terça (4).
O recorde foi batido por conta das ondas de calor que assolam o hemisfério norte. O movimento é apontado como consequência do El Niño, que este ano está sendo esperado como mais intenso que o normal.
No dia 3 de julho a média de temperatura foi de 17,01°C, pouco acima da marca anterior, obtida em agosto de 2016, quando os termômetros atingiram uma média de 16,92°C.
“Este não é um marco que deveríamos comemorar, é uma sentença de morte para pessoas e ecossistemas”, disse Friederike Otto, palestrante sênior do Grantham Institute for Climate Change and the Environment à Bloomberg.
“É preocupante, não será o dia mais quente por muito tempo”, a preocupação do especialista é com o El Niño, que deve quebrar ainda mais recordes de temperatura no globo durante o ano.
Além do calor, o El Niño deve aumentar a seca ou chuvas em diferentes partes do mundo. Isso pode trazer alívio da seca no Chifre da África e outros impactos relacionados ao La Niña, mas também pode desencadear eventos climáticos e climáticos mais extremos.
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