Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de dezembro de 2024 · 2 min de leitura ·

Essa espécie pode mudar tudo o que sabemos sobre campos magnéticos

Essa espécie pode mudar tudo o que sabemos sobre campos magnéticos

Um estudo recente publicado na revista Nature revelou que a mosca-das-frutas Drosophila, um animal não migratório, também possui a capacidade de detectar campos magnéticos, uma habilidade conhecida como “magnetorecepção”, que antes era associada principalmente a animais migratórios como pombos e tartarugas.

Esses animais utilizam o campo magnético da Terra para se orientar durante suas longas viagens. Essa descoberta desafia a ideia de que apenas espécies migratórias teriam desenvolvido a habilidade de se orientar usando o campo magnético.

A investigação sobre a magnetorecepção nas Drosophilas começou em 2015, quando foi identificada uma proteína chamada MagR, que se alinha ao campo magnético. Estudos mais recentes avançaram ainda mais, identificando dois mecanismos pelos quais as células das moscas detectam campos magnéticos.

As descobertas levantam a questão de por que os seres humanos não possuem essa habilidade e como a exposição ao campo magnético pode afetar os seres humanos. O estudo tem o potencial de ampliar nosso entendimento sobre a magnetorecepção e seus possíveis impactos na saúde humana.

Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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