
Pesquisadores divulgaram novas informações sobre a matéria escura em um artigo publicado este mês na revista Physical Review Letters. O estudo utilizou o espectrógrafo infravermelho WINERED, instalado em um telescópio no Chile, para buscar sinais da misteriosa substância.
Os dados coletados estabeleceram os limites mais rigorosos já medidos para o tempo de vida de partículas de matéria escura com massas entre 1,8 e 2,7 elétron-volts (eV).
A matéria escura compõe a maior parte da massa do Universo, mas sua detecção direta ainda não foi possível. Cientistas tentam identificá-la analisando como afeta a luz e a matéria visível. No novo estudo, a equipe usou o WINERED, um espectrógrafo sensível ao infravermelho, para buscar evidências do decaimento de partículas de matéria escura em fótons.
A pesquisa foi realizada nos telescópios Magalhães, instalados no deserto do Atacama, Chile. Os cientistas analisaram galáxias anãs esferoidais, que, segundo teorias, contêm grandes quantidades de matéria escura. A expectativa era encontrar assinaturas espectrais muito específicas, semelhantes a feixes de luz estreitos, que poderiam indicar a presença dessas partículas.
A equipe usou uma técnica chamada “acenar com a cabeça”, que subtrai o brilho do céu para melhorar a precisão dos dados. Também corrigiram efeitos da movimentação das galáxias, garantindo que qualquer sinal detectado não fosse confundido com interferências da Terra.
Os resultados do estudo estabeleceram limites mais precisos para a vida útil das partículas de matéria escura, superando estudos anteriores. Apesar de não encontrarem um sinal definitivo, os pesquisadores identificaram variações nos dados que podem ser analisadas em estudos futuros.
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