Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de abril de 2025 · 2 min de leitura ·

Assinatura mais antiga da história pode ter sido descoberta

Assinatura mais antiga da história pode ter sido descoberta

Arqueólogos acreditam que uma tábua de argila da Suméria possa ser o registro mais antigo de uma assinatura encontrado até hoje. O artefato de 5000 anos contem uma receita de cerveja, bebida que marcou a sociedade dos antigos sumérios.

Pesquisadores a encontraram na cidade de Uruk, na região da antiga Mesopotâmia, onde hoje é o Iraque. A tábua é datada de 3.100 a.C. e faz parte de uma coleção de tabloides de argila manuscritos conhecida como Schøyen Collection.

A raridade do artefato está nos símbolos em seu canto superior esquerdo, traduzidos como “KU” e “SIM”. Os especialistas acreditam que esse seja o primeiro registro de um nome próprio na história da humanidade, pertencendo a um indivíduo chamado “Kushim”. 

Ele seria um escriba oficial que criou o registro para fins administrativos. Sua função seria a de registrar a quantidade de grãos e a produção de cerveja, segundo a principal hipótese dos pesquisadores

Porém, uma segunda hipótese sugere que “Kushim” poderia ser o nome de um órgão governamental ou o título de um cargo. A mesma nomenclatura aparece em outras 17 tábuas, muitas delas se referem à função de “Sanga”, o administrador do templo.

O historiador Yuval Harari notou em sua obra “Sapiens” que na tábua está escrito:  “29.086 medidas de cevada 37 meses”. Essa inscrição foi interpretada como uma espécie de recibo pela compra de cevada, usada na fabricação da bebida alcoólica.

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