
O retorno à Terra dos astronautas Sunita Williams e Butch Wilmore, da NASA, que ficaram mais de nove meses “presos” no espaço foi um verdadeiro alívio. Mas isso não significa o fim das discussões sobre o futuro da Starliner.
A cápsula da Boeing levou a dupla até a Estação Espacial Internacional (ISS), mas apresentou problemas no sistema de propulsão, voltando vazia para o planeta. Por conta disso, ela pode precisar fazer um terceiro voo de teste não tripulado antes de transportar astronautas novamente.
A ideia era que a Starliner competisse com a cápsula Crew Dragon, da SpaceX, e desse à agência espacial norte-americana uma segunda opção de transporte de astronautas para a órbita terrestre baixa. No entanto, os problemas técnicos observados colocaram uma série de dúvidas sobre o projeto, que custou mais de US$ 2 bilhões para a gigante aeroespacial Boeing.
No total, foram cinco falhas de propulsores durante o voo da cápsula para a ISS no ano passado, bem como vazamentos de hélio, usado para pressurizar os propulsores. Os reparos necessários já estão em andamento.
Mas antes de obter a certificação para voos de rotina, a nave pode precisar de uma missão de teste adicional não tripulada, o que já aconteceu em 2019 e 2022. Segundo a NASA, a medida é necessária para garantir a segurança das operações. A Boeing não se manifestou oficialmente sobre o assunto.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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